
O comércio exterior brasileiro inicia outubro com recordes, novas regras operacionais e mudanças que afetam diretamente importadores, exportadores e cadeias logísticas.
Enquanto a corrente de comércio ultrapassa US$ 500 bilhões pela primeira vez antes do fim de setembro, novas normas entram em vigor, a DUIMP ganha regras para consultas automatizadas e setores como energia solar e agronegócio ajustam suas estratégias diante de custos, exigências regulatórias e transformações do mercado internacional.
Comércio exterior brasileiro supera US$ 500 bilhões até setembro
A corrente de comércio brasileira, soma de exportações e importações, ultrapassou US$ 500 bilhões no acumulado de 2026 até setembro, atingindo pela primeira vez essa marca antes do último trimestre do ano.
As exportações chegaram a US$ 281,3 bilhões até a quarta semana de setembro, também em nível recorde para o período. A projeção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços é de que a corrente de comércio alcance aproximadamente US$ 698,8 bilhões em 2026, com superávit estimado em US$ 90 bilhões.
O desempenho reforça o crescimento da participação brasileira no comércio internacional e ocorre em um cenário de ampliação de acordos comerciais e diversificação de mercados. Para as empresas, uma operação bem estruturada de Comércio Exterior torna-se ainda mais estratégica.
Fonte: Exame
Mercado solar muda estratégia de importação e amplia atenção às baterias
Depois de anos de forte crescimento nas importações de módulos fotovoltaicos, o setor brasileiro de energia solar passa por uma reorganização.
Estoques elevados, mudanças tributárias, custos logísticos e oscilações nos fretes internacionais estão fazendo empresas reverem volumes e estratégias de compra. Ao mesmo tempo, cresce a importação de sistemas de armazenamento de energia por baterias, os chamados BESS.
A China permanece como principal origem dos equipamentos solares importados pelo Brasil, enquanto baterias, infraestrutura de recarga e eletrificação começam a criar novas demandas para importadores e operadores de Supply Chain.
Fonte: Canal Solar
Comércio exterior inicia outubro com pacote de mudanças normativas
Desde 1º de outubro, diferentes alterações regulatórias passaram a exigir atenção das empresas que atuam no comércio exterior.
Entre elas estão a entrada em vigor das preferências do acordo entre Mercosul e Islândia, ajustes na Nomenclatura Comum do Mercosul e na TIPI, novas exigências relacionadas ao Siscomex Remessa e mudanças no processo de solicitação de Ex-tarifários.
O acordo Mercosul-EFTA também prevê entrada gradual em vigor conforme os países concluam seus procedimentos internos. Com a Noruega, por exemplo, as preferências começam em novembro.
Para importadores e exportadores, o cenário reforça a necessidade de acompanhamento constante das regras aplicáveis a cada operação.
Fonte: TAGD Advogados
Camex altera lista de exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul
O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior publicou uma nova alteração na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul.
A Resolução Gecex nº 969 inclui cinco classificações NCM na lista. Uma delas terá alíquota de 10,8% a partir de 6 de outubro, enquanto outras quatro passarão a ter alíquota de 20% entre 17 de outubro de 2026 e 16 de outubro de 2027.
Mudanças desse tipo podem modificar diretamente o custo de determinadas operações de importação, tornando a classificação fiscal e o acompanhamento das resoluções da Camex ainda mais relevantes para o planejamento empresarial.
Fonte: Atlas Público
Geopolítica e exigências ambientais aumentam pressão sobre exportações do agro
O agronegócio brasileiro também enfrenta um ambiente internacional cada vez mais complexo.
Além de preço, produtividade e volume, questões como rastreabilidade, requisitos sanitários, certificações socioambientais e mudanças geopolíticas estão ganhando peso nas negociações comerciais internacionais.
Para manter mercados existentes e ampliar destinos de exportação, empresas e produtores precisam incorporar essas exigências ao planejamento comercial e à organização das cadeias produtivas.
O movimento mostra como competitividade no comércio exterior passa cada vez mais pela capacidade de comprovar origem, qualidade, sustentabilidade e conformidade.
Fonte: Agrimídia
DUIMP passa a ter limite para consultas automatizadas
A modernização dos processos de importação também trouxe uma nova regra para empresas que integram seus sistemas ao Portal Único Siscomex.
As consultas automatizadas à DUIMP passam a ter limite de 1.000 acessos por hora, por usuário. A medida busca aumentar a estabilidade do sistema e reduzir consultas repetidas a declarações que não sofreram alterações.
O Siscomex recomenda a utilização do IntegraComex para verificar previamente se houve alteração na declaração antes de consultar novamente todos os dados.
Outra alternativa são as notificações por webhook, permitindo que o sistema da empresa seja informado automaticamente quando ocorrer uma alteração relevante na operação.
Fonte: Portal Único Siscomex
Tecnologia, regulação e planejamento ganham ainda mais importância
Os movimentos desta semana mostram duas tendências acontecendo simultaneamente no comércio exterior brasileiro.
De um lado, o país amplia sua participação no comércio internacional e registra volumes históricos. Do outro, as operações estão se tornando mais digitais, reguladas e dependentes da qualidade das informações utilizadas pelas empresas.
Mudanças tarifárias, novas exigências ambientais, revisão de estratégias de importação e evolução do Portal Único mostram que competitividade não depende apenas de encontrar fornecedores ou mercados.
Cada vez mais, é necessário integrar planejamento tributário, logística, tecnologia, classificação fiscal e conformidade.
Para quem importa ou exporta, acompanhar essas mudanças é parte essencial da gestão da operação.
O FróesNews acompanha os principais movimentos do comércio exterior e reúne os temas que podem impactar empresas brasileiras e suas operações internacionais.
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