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    Comércio exterior brasileiro supera US$ 500 bilhões e novas regras mudam operações de importação

    Recordes, mudanças regulatórias, novos limites na DUIMP e transformações nos setores solar e agro marcam o início de outubro.

    8 min de leitura
    Por Eduardo Mascena | Redação· Publicado em
    Comércio exterior brasileiro em 2026: navio porta-contêineres durante operação em terminal portuário

    O comércio exterior brasileiro inicia outubro com recordes, novas regras operacionais e mudanças que afetam diretamente importadores, exportadores e cadeias logísticas.

    Enquanto a corrente de comércio ultrapassa US$ 500 bilhões pela primeira vez antes do fim de setembro, novas normas entram em vigor, a DUIMP ganha regras para consultas automatizadas e setores como energia solar e agronegócio ajustam suas estratégias diante de custos, exigências regulatórias e transformações do mercado internacional.

    Comércio exterior brasileiro supera US$ 500 bilhões até setembro

    A corrente de comércio brasileira, soma de exportações e importações, ultrapassou US$ 500 bilhões no acumulado de 2026 até setembro, atingindo pela primeira vez essa marca antes do último trimestre do ano.

    As exportações chegaram a US$ 281,3 bilhões até a quarta semana de setembro, também em nível recorde para o período. A projeção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços é de que a corrente de comércio alcance aproximadamente US$ 698,8 bilhões em 2026, com superávit estimado em US$ 90 bilhões.

    O desempenho reforça o crescimento da participação brasileira no comércio internacional e ocorre em um cenário de ampliação de acordos comerciais e diversificação de mercados. Para as empresas, uma operação bem estruturada de Comércio Exterior torna-se ainda mais estratégica.

    Fonte: Exame

    Mercado solar muda estratégia de importação e amplia atenção às baterias

    Depois de anos de forte crescimento nas importações de módulos fotovoltaicos, o setor brasileiro de energia solar passa por uma reorganização.

    Estoques elevados, mudanças tributárias, custos logísticos e oscilações nos fretes internacionais estão fazendo empresas reverem volumes e estratégias de compra. Ao mesmo tempo, cresce a importação de sistemas de armazenamento de energia por baterias, os chamados BESS.

    A China permanece como principal origem dos equipamentos solares importados pelo Brasil, enquanto baterias, infraestrutura de recarga e eletrificação começam a criar novas demandas para importadores e operadores de Supply Chain.

    Fonte: Canal Solar

    Comércio exterior inicia outubro com pacote de mudanças normativas

    Desde 1º de outubro, diferentes alterações regulatórias passaram a exigir atenção das empresas que atuam no comércio exterior.

    Entre elas estão a entrada em vigor das preferências do acordo entre Mercosul e Islândia, ajustes na Nomenclatura Comum do Mercosul e na TIPI, novas exigências relacionadas ao Siscomex Remessa e mudanças no processo de solicitação de Ex-tarifários.

    O acordo Mercosul-EFTA também prevê entrada gradual em vigor conforme os países concluam seus procedimentos internos. Com a Noruega, por exemplo, as preferências começam em novembro.

    Para importadores e exportadores, o cenário reforça a necessidade de acompanhamento constante das regras aplicáveis a cada operação.

    Fonte: TAGD Advogados

    Camex altera lista de exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul

    O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior publicou uma nova alteração na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul.

    A Resolução Gecex nº 969 inclui cinco classificações NCM na lista. Uma delas terá alíquota de 10,8% a partir de 6 de outubro, enquanto outras quatro passarão a ter alíquota de 20% entre 17 de outubro de 2026 e 16 de outubro de 2027.

    Mudanças desse tipo podem modificar diretamente o custo de determinadas operações de importação, tornando a classificação fiscal e o acompanhamento das resoluções da Camex ainda mais relevantes para o planejamento empresarial.

    Fonte: Atlas Público

    Geopolítica e exigências ambientais aumentam pressão sobre exportações do agro

    O agronegócio brasileiro também enfrenta um ambiente internacional cada vez mais complexo.

    Além de preço, produtividade e volume, questões como rastreabilidade, requisitos sanitários, certificações socioambientais e mudanças geopolíticas estão ganhando peso nas negociações comerciais internacionais.

    Para manter mercados existentes e ampliar destinos de exportação, empresas e produtores precisam incorporar essas exigências ao planejamento comercial e à organização das cadeias produtivas.

    O movimento mostra como competitividade no comércio exterior passa cada vez mais pela capacidade de comprovar origem, qualidade, sustentabilidade e conformidade.

    Fonte: Agrimídia

    DUIMP passa a ter limite para consultas automatizadas

    A modernização dos processos de importação também trouxe uma nova regra para empresas que integram seus sistemas ao Portal Único Siscomex.

    As consultas automatizadas à DUIMP passam a ter limite de 1.000 acessos por hora, por usuário. A medida busca aumentar a estabilidade do sistema e reduzir consultas repetidas a declarações que não sofreram alterações.

    O Siscomex recomenda a utilização do IntegraComex para verificar previamente se houve alteração na declaração antes de consultar novamente todos os dados.

    Outra alternativa são as notificações por webhook, permitindo que o sistema da empresa seja informado automaticamente quando ocorrer uma alteração relevante na operação.

    Fonte: Portal Único Siscomex

    Tecnologia, regulação e planejamento ganham ainda mais importância

    Os movimentos desta semana mostram duas tendências acontecendo simultaneamente no comércio exterior brasileiro.

    De um lado, o país amplia sua participação no comércio internacional e registra volumes históricos. Do outro, as operações estão se tornando mais digitais, reguladas e dependentes da qualidade das informações utilizadas pelas empresas.

    Mudanças tarifárias, novas exigências ambientais, revisão de estratégias de importação e evolução do Portal Único mostram que competitividade não depende apenas de encontrar fornecedores ou mercados.

    Cada vez mais, é necessário integrar planejamento tributário, logística, tecnologia, classificação fiscal e conformidade.

    Para quem importa ou exporta, acompanhar essas mudanças é parte essencial da gestão da operação.

    O FróesNews acompanha os principais movimentos do comércio exterior e reúne os temas que podem impactar empresas brasileiras e suas operações internacionais.

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