
A relação comercial entre Brasil e China alcançou um novo patamar. Ao mesmo tempo, acordos com a Europa, mudanças tarifárias entre as maiores economias do mundo e recordes na movimentação de contêineres mostram um cenário internacional em transformação.
Para empresas brasileiras, acompanhar esses movimentos é essencial para ajustar estratégias de comércio exterior, fornecedores, estoques, custos e destinos de suas operações.
Brasil e China chegam a US$ 171 bilhões em comércio bilateral
A corrente comercial entre Brasil e China alcançou US$ 171 bilhões em 2025, alta de 8,2%. As exportações brasileiras chegaram a US$ 100 bilhões.
Entre janeiro e agosto de 2026, as vendas brasileiras para o mercado chinês já somaram US$ 77 bilhões, crescimento de 15%. Os números reforçam a dimensão da parceria e indicam uma relação que pode avançar além da exportação de matérias-primas.
O avanço dos investimentos chineses no Brasil abre espaço para maior participação do país em cadeias de valor agregado, especialmente em energia, mineração, indústria automotiva e infraestrutura. Para exportadores e importadores, o movimento amplia a importância de planejamento, qualificação de parceiros e visão de longo prazo.
Fonte: URB News
Acordo Mercosul-EFTA abre novas oportunidades na Europa
O Brasil internalizou o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio, formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
As preferências entram em vigor em 1º de outubro com a Islândia e em 1º de novembro com a Noruega. O acordo prevê redução ou eliminação de tarifas e estabelece regras para bens, serviços, investimentos, origem e compras governamentais.
A abertura cria novas possibilidades de acesso a mercados europeus, mas exige atenção às regras de origem e às condições específicas de cada produto. Empresas interessadas em aproveitar essas preferências devem avaliar previamente a viabilidade tributária, documental e logística da operação.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
EUA e China reduzem tarifas sobre US$ 60 bilhões
Estados Unidos e China acertaram tratamento tarifário mais favorável para cerca de US$ 30 bilhões em mercadorias de cada lado. A lista inclui produtos agrícolas, bens de consumo, eletrodomésticos e brinquedos.
A China também anunciou reduções para diversos produtos agrícolas norte-americanos, embora a soja tenha ficado fora da relação divulgada. Mesmo com alcance limitado diante do volume total negociado pelas duas economias, a medida sinaliza uma tentativa de reduzir tensões e reorganizar fluxos comerciais.
Fonte: Reuters
Tarifaço aumenta procura por armazenagem no Brasil
Empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas dos Estados Unidos estão revendo estoques, destinos e estruturas de distribuição. A mudança nos fluxos elevou a procura por soluções flexíveis de armazenagem.
A demanda é especialmente relevante para mercadorias que precisam permanecer temporariamente em estoque antes de serem redirecionadas a outros mercados. As medidas norte-americanas atingem 23,1% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, segundo dados do MDIC citados pela publicação.
O cenário reforça o papel da logística como instrumento estratégico: capacidade de armazenagem, flexibilidade operacional e integração com a distribuição podem reduzir os efeitos de mudanças comerciais inesperadas.
Fonte: BE News
Porto de Santos registra recorde mensal de contêineres
O Porto de Santos movimentou 538,2 mil TEUs em agosto, alta de 3,9% sobre o mesmo mês de 2025. De janeiro a agosto, foram mais de 4 milhões de TEUs, também um recorde para o período.
Santos respondeu por 28% da corrente comercial brasileira, enquanto a China esteve ligada a 31,8% das transações internacionais que passaram pelo porto. Os dados evidenciam a conexão direta entre o crescimento do intercâmbio Brasil-China e a pressão por infraestrutura portuária eficiente.
Fonte: Autoridade Portuária de Santos
Brasil leva tarifas dos Estados Unidos à OMC
O Brasil abriu uma disputa na Organização Mundial do Comércio contra tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Entre as medidas questionadas estão sobretaxas de 25% e 12,5% decorrentes de investigações conduzidas sob a legislação comercial norte-americana.
O mecanismo de consultas busca uma solução negociada antes de uma possível etapa de painel na OMC. A iniciativa adiciona uma frente institucional à resposta brasileira e pode influenciar decisões de exportação enquanto o tema permanece em análise.
Fonte: OMC / Ministério das Relações Exteriores
Incerteza já influencia decisões dos exportadores
Mesmo antes de uma definição final, a incerteza em torno das tarifas pode levar exportadores a adiar embarques e investimentos. Também entram no cálculo os possíveis efeitos sobre a competitividade e uma eventual resposta brasileira baseada na Lei de Reciprocidade Econômica.
Para quem opera internacionalmente, essa instabilidade torna ainda mais importante trabalhar com cenários alternativos, revisar custos e manter opções logísticas e comerciais para reagir sem comprometer toda a operação.
Fonte: BBC News Brasil
O que esses movimentos significam para as empresas brasileiras?
Os acontecimentos mostram oportunidades em novos mercados, mas também uma cadeia internacional mais sensível a decisões políticas, tarifas e mudanças de rota. Crescer nesse ambiente exige dados confiáveis e avaliação antes de cada movimento.
Para importadores, isso significa revisar fornecedores, custos totais, tributos, prazos e alternativas de estoque. Para exportadores, significa acompanhar acordos, regras de origem, barreiras tarifárias e a competitividade em cada destino.
O Grupo Fróes conecta assessoria em comércio exterior e logística integrada para apoiar essas decisões, do estudo de viabilidade à armazenagem e à distribuição da carga.
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