
O comércio exterior brasileiro encerra agosto com movimentos importantes em diferentes frentes. Novos acordos comerciais, aproximação com mercados asiáticos, mudanças tributárias, decisões judiciais e investimentos na infraestrutura portuária estão entre os temas que merecem atenção de empresas que importam, exportam ou mantêm operações internacionais.
Nesta edição do Radar Fróes Trade, reunimos alguns dos principais acontecimentos dos últimos dias e seus possíveis impactos sobre o comércio internacional brasileiro.
Vice-presidente do Brasil defende ampliação do livre comércio e abertura de mercados
O vice-presidente do Brasil defendeu uma maior inserção do país na economia mundial por meio da expansão do comércio exterior e da abertura de novos mercados. Durante evento realizado em São Paulo, destacou que o Brasil deve continuar buscando acordos internacionais e ampliar sua participação nas cadeias globais.
Além do avanço das exportações, também foi destacada a importância de agregar valor à produção brasileira, especialmente em setores considerados estratégicos, como minerais críticos. O posicionamento reforça a abertura de mercados e a diversificação comercial como elementos relevantes para a competitividade do país.
Fonte: CNN Brasil
Acordo Mercosul-Singapura abre novas oportunidades comerciais na Ásia
O Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Singapura passou a vigorar para o Brasil em 1º de agosto de 2026. O tratado envolve comércio de bens, serviços, investimentos, facilitação de comércio, propriedade intelectual, compras governamentais e comércio eletrônico.
Um dos principais efeitos é a redução das barreiras tarifárias. Todos os produtos exportados pelo Mercosul para Singapura terão liberalização tarifária, enquanto 95,8% das linhas tarifárias provenientes de Singapura serão gradualmente liberalizadas pelo bloco.
Além do mercado doméstico singapuriano, o acordo ganha relevância porque Singapura é um dos principais hubs comerciais e logísticos da Ásia, podendo funcionar como uma ponte para empresas brasileiras interessadas em ampliar sua presença na região.
Fonte: Comex do Brasil
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Brasil amplia aproximação comercial com a Índia
Brasil e Índia também avançaram nas relações comerciais com a assinatura de um memorando de entendimento entre a ApexBrasil e a Confederação das Indústrias Indianas. O objetivo é aproximar empresas, promover investimentos, estimular a participação em feiras e criar novas oportunidades comerciais.
A meta é elevar o comércio bilateral para US$ 20 bilhões até 2030. Em 2025, as trocas entre os dois países movimentaram aproximadamente US$ 15,2 bilhões, sendo US$ 6,9 bilhões em exportações brasileiras e US$ 8,4 bilhões em importações provenientes da Índia.
A ApexBrasil já identificou 378 oportunidades para produtos brasileiros naquele mercado. Farmacêuticos, bioenergia, biocombustíveis, fertilizantes, dispositivos médicos e minerais críticos aparecem entre os setores considerados estratégicos.
Fonte: Portal IN
Reforma Tributária traz novas variáveis para os custos de importação
A Reforma Tributária também começa a entrar definitivamente no planejamento das empresas importadoras. Com a introdução da CBS, do IBS e, em determinadas situações, do Imposto Seletivo, o cálculo de viabilidade de uma importação deverá considerar não apenas os tributos pagos na entrada da mercadoria, mas também créditos tributários e seus impactos sobre caixa, formação de preço e margem.
Classificação fiscal, regime tributário, destino da mercadoria e cadeia de comercialização poderão produzir resultados diferentes para cada operação. A Receita Federal já trabalha, inclusive, na adaptação da Duimp para permitir o cálculo dos novos tributos.
Para quem já importa ou pretende iniciar uma operação internacional, o planejamento passa a exigir uma análise mais ampla do custo posto do produto no Brasil.
Fonte: Portal Contábeis
Dragagem é retomada no canal de acesso ao Porto de Itajaí
A draga Utrecht retornou ao Porto de Itajaí após uma interrupção temporária provocada pelas fortes chuvas e pelo aumento das vazões do Rio Itajaí-Açu. Com a melhora das condições hidrológicas, o equipamento retomou a retirada dos sedimentos acumulados no canal de acesso.
Com 154,6 metros de comprimento e capacidade superior a 18 mil metros cúbicos, a Utrecht deverá permanecer em operação até que as profundidades previstas para o canal sejam integralmente restabelecidas, desde que as condições climáticas permitam.
A manutenção adequada do canal é fundamental para garantir segurança à navegação, previsibilidade operacional e melhores condições para terminais, armadores e demais empresas que utilizam o complexo portuário.
Fonte: ND Mais
Justiça suspende cobrança de 12% sobre exportações de petróleo
A Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu, em decisão liminar, a cobrança da alíquota de 12% do imposto de exportação incidente sobre petróleo bruto e minerais betuminosos.
O tributo havia sido inicialmente criado por medida provisória e, após a perda de validade da MP em julho, foi restabelecido administrativamente pelo Gecex-Camex. A decisão judicial determinou a interrupção da cobrança daqui em diante.
A medida, porém, não autorizou neste momento a restituição ou compensação dos valores já pagos pelas empresas exportadoras. A decisão ainda pode ser objeto de recurso.
Fonte: Portal do Comércio
Comércio exterior segue exigindo atenção a diferentes frentes
Os acontecimentos desta semana mostram como decisões relacionadas a tarifas, acordos internacionais, tributação, infraestrutura e relações comerciais podem modificar rapidamente o ambiente de negócios.
Para empresas que importam ou exportam, acompanhar essas mudanças é parte do planejamento necessário para avaliar custos, identificar novos mercados, reduzir riscos e encontrar oportunidades em um cenário internacional cada vez mais dinâmico.
A Fróes Trade acompanha as principais mudanças do comércio internacional e oferece soluções para empresas que desejam estruturar ou ampliar suas operações de importação.
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