
O comércio internacional segue em constante transformação e, a cada semana, novos acontecimentos impactam diretamente empresas que importam, exportam e atuam em cadeias globais de suprimentos. Mudanças na política comercial, indicadores econômicos, desempenho dos portos e crescimento das operações internacionais influenciam custos, oportunidades e decisões estratégicas.
Nesta edição do Radar Fróes Trade, reunimos alguns dos temas que mais chamaram a atenção nos últimos dias e que merecem estar no radar de empresários, importadores, exportadores e profissionais de comércio exterior.
Brasil pode assumir a liderança mundial das exportações agrícolas
O Brasil está cada vez mais próximo de alcançar um marco histórico no comércio internacional. De acordo com análise publicada pelo Financial Times, o país reduziu significativamente a diferença em relação aos Estados Unidos e pode se tornar o maior exportador agrícola do mundo nos próximos anos. Em 2025, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 169,2 bilhões, enquanto os Estados Unidos registraram US$ 171,49 bilhões. No primeiro semestre de 2026, o Brasil já bateu um novo recorde, somando aproximadamente US$ 87 bilhões em vendas ao exterior.
Esse crescimento é sustentado principalmente pelo desempenho da soja, carnes, algodão, milho e café, além da forte demanda chinesa. O cenário reforça a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global, mas também evidencia desafios importantes, como a necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura logística, reduzir custos de transporte, diversificar mercados compradores e diminuir a dependência de insumos importados para manter esse ritmo de crescimento.
Fonte: Financial Times (repercutido pelo Jornal Grande Bahia)
Itajaí mantém liderança nacional nas importações
Mais uma vez, Itajaí confirmou sua posição como principal porta de entrada das importações brasileiras. Segundo dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o município movimentou US$ 9,1 bilhões em importações apenas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 12,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado representa mais de 6% de todas as importações realizadas pelo Brasil no período.
A China continua sendo o principal parceiro comercial das empresas instaladas na região, respondendo por mais de 41% das mercadorias importadas, seguida por Alemanha, Estados Unidos, Chile e Argentina. O desempenho reforça a importância estratégica de Itajaí para o comércio exterior brasileiro e evidencia a capacidade da cidade em atender empresas de diversos segmentos industriais, consolidando-se como um dos principais hubs logísticos do país. Conheça nossa estrutura de armazenagem.
Fonte: DIARINHO / Comex Stat (MDIC)
Publicidade
Porto de Itajaí registra operação inédita com dois mega porta-contêineres
O Porto de Itajaí alcançou um novo marco operacional ao receber, pela primeira vez, dois navios porta-contêineres com mais de 300 metros de comprimento realizando operações simultaneamente. As embarcações movimentaram juntas mais de dois mil contêineres, demonstrando a evolução da infraestrutura portuária e da capacidade operacional do terminal.
A operação ocorre em um momento de crescimento consistente do porto, que recentemente também registrou seu maior volume mensal de movimentação desde o início das operações da atual administradora. Para o comércio exterior, esse tipo de avanço representa maior eficiência operacional, aumento da capacidade de atendimento aos armadores e fortalecimento da competitividade logística do Sul do Brasil. Veja nossas operações portuárias.
Fonte: BE News
China amplia sua influência no comércio exterior brasileiro
A relação comercial entre Brasil e China continua se fortalecendo e demonstra, cada vez mais, sua importância para a economia nacional. No agronegócio, os chineses responderam por mais de um terço das exportações brasileiras no primeiro semestre de 2026, impulsionando principalmente as vendas de soja, carnes e algodão. Ao mesmo tempo, nas importações realizadas por Itajaí, a China permaneceu como a principal origem das mercadorias, representando mais de 41% do total adquirido no exterior.
Esses números mostram que o país asiático segue ocupando posição central tanto como comprador quanto como fornecedor do Brasil. Para empresas que atuam com comércio internacional, acompanhar os movimentos da economia chinesa tornou-se essencial para planejamento de compras, formação de preços e identificação de novas oportunidades de negócios.
Fonte: Financial Times / Comex Stat (MDIC)
Novas tarifas dos EUA aumentam a atenção dos exportadores brasileiros
As recentes medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos continuam gerando repercussões no comércio internacional. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, aproximadamente 23,1% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano passam a ser impactadas pelas novas tarifas, enquanto pouco mais da metade das vendas permanece isenta das medidas.
O cenário reforça a necessidade de empresas brasileiras ampliarem sua presença em novos mercados e reduzirem a dependência de um único parceiro comercial. Além disso, as mudanças evidenciam como decisões políticas e econômicas adotadas por grandes potências podem influenciar cadeias globais de suprimentos, planejamento logístico e estratégias de exportação em diversos setores da economia.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
Balança comercial brasileira segue demonstrando resiliência
Mesmo diante de um cenário internacional marcado por tensões comerciais, oscilações cambiais e incertezas geopolíticas, os dados mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior indicam que a balança comercial brasileira continua apresentando resultados positivos. O desempenho reflete a manutenção do bom ritmo das exportações e da atividade de importação, reforçando a importância do comércio exterior como um dos pilares da economia nacional.
Para empresas que atuam no mercado internacional, acompanhar indicadores como balança comercial, fluxo de importações e exportações, comportamento do câmbio e tendências globais é fundamental para antecipar riscos, identificar oportunidades e tomar decisões mais estratégicas em um ambiente cada vez mais competitivo.
Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

