
O comércio internacional segue trazendo movimentos importantes para empresas que atuam com importação, exportação e gestão de cadeias globais. Nesta edição do Radar Fróes Trade, reunimos alguns dos principais acontecimentos dos últimos dias, passando pelas relações comerciais do Brasil com Estados Unidos e China, novos investimentos portuários e o avanço da inteligência artificial aplicada ao comércio exterior.
Importações brasileiras de produtos dos Estados Unidos voltam a crescer em julho
Depois de sete meses consecutivos de retração, as compras brasileiras de produtos norte-americanos voltaram a crescer em julho. As importações alcançaram US$ 4,3 bilhões no mês, avanço de 0,6% em relação ao mesmo período de 2025.
No acumulado de janeiro a julho, o Brasil importou US$ 23,2 bilhões dos Estados Unidos. O movimento de julho chama atenção justamente por interromper a sequência negativa observada nos meses anteriores e ocorre em um momento de mudanças importantes nas relações comerciais entre os dois países.
Os Estados Unidos continuam sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil, o que mantém o comportamento desse fluxo bilateral no radar de empresas que dependem de fornecedores, insumos, equipamentos e tecnologias provenientes do mercado norte-americano. Conheça nossas soluções de comércio exterior.
Fonte: Comex do Brasil
Porto Itapoá abre escritório em Xangai e aproxima operações brasileiras do mercado chinês
O Porto Itapoá dará um novo passo em sua internacionalização com a abertura, em 26 de agosto, de um escritório de representação comercial em Xangai. A estrutura foi criada para aproximar o terminal de importadores e exportadores que atuam com a China, facilitar operações existentes e atrair novas cargas e clientes.
A presença direta no mercado chinês acompanha a relevância que o país já possui para o terminal. No primeiro semestre de 2026, a China foi a origem de 49,4% das importações movimentadas por Itapoá e destino de 17,9% das exportações. O projeto ocorre paralelamente a uma expansão de aproximadamente R$ 500 milhões na infraestrutura do terminal. Veja nossas operações portuárias.
Fonte: Tribuna de Itapoá
Publicidade
Inteligência artificial ganha espaço na redução de custos do comércio internacional
A aplicação da inteligência artificial também começa a alcançar etapas mais técnicas das operações internacionais. A Descartes apresentou uma solução voltada a fabricantes, importadores e exportadores para automatizar análises relacionadas a regras de origem, acordos de livre comércio e benefícios tarifários.
A tecnologia analisa informações como classificações tarifárias, listas de materiais e declarações de fornecedores para apoiar decisões de sourcing e verificar a elegibilidade de mercadorias a tratamentos tarifários preferenciais. A proposta é reduzir trabalhos manuais, melhorar a preparação para auditorias e identificar oportunidades de economia em tarifas e impostos.
O movimento mostra como a IA começa a deixar aplicações mais genéricas para participar diretamente de processos de compliance, planejamento e tomada de decisão no comércio exterior. Conheça nossa gestão aduaneira.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios
Comércio exterior também busca mais espaço no debate econômico nacional
Artigo publicado no Consultor Jurídico chama atenção para a presença ainda limitada de propostas estruturadas sobre comércio exterior no atual debate eleitoral. Entre os temas considerados estratégicos estão acordos comerciais, facilitação aduaneira, modernização da legislação, previsibilidade tarifária e abertura de novos mercados.
Independentemente de posições políticas, o texto reforça a importância de que o comércio internacional seja discutido de forma técnica, considerando seus impactos sobre competitividade, investimentos e desenvolvimento econômico.
Fonte: Consultor Jurídico
Um cenário que exige acompanhamento constante
Os acontecimentos desta semana mostram diferentes faces de uma mesma transformação: relações comerciais estão sendo redesenhadas, portos brasileiros buscam presença mais próxima de grandes mercados internacionais e novas tecnologias começam a participar diretamente das decisões de comércio exterior.
Para empresas que importam ou exportam, acompanhar esses movimentos deixa de ser apenas uma questão de informação. É parte do planejamento necessário para identificar oportunidades, antecipar mudanças e tomar decisões com mais segurança em um mercado internacional cada vez mais dinâmico.

